PÉLVICA
Fisioterapia Pélvica engloba a uroginecologia, obstetrícia, urologia, coloproctologia, sexologia e algias pélvicas, e tem como objetivo trabalhar, reabilitar a musculatura do assoalho pélvico.
 

 

O QUE É ASSOALHO PÉLVICO?
 
A pelve é formada por ossos, ligamentos e músculos; sendo que cada estrutura tem uma função. O assoalho pélvico é a musculatura mais profunda que recobre/preenche a pelve (Figuras 1 e 2), e tem como funções: suspensão, sustentação e continência miccional e anal. Desenvolve papel importante na atividade sexual.
Pelve feminina: Musculatura do assoalho pélvico: Musculo levantador do ânus formado pelos:

 

A) músculo pubococcígeo;
b) músculo iliococcigeo;
c) músculo isquiococcígeo.
Figura 1
Pelve masculina: Musculatura do assoalho pélvico: Músculo levantador do ânus formado pelos:

 

A) músculo pubococcígeo;
b) músculo iliococcigeo;
c) músculo isquiococcígeo
Figura 2
O QUE É PERÍNIO?

 

É a região do corpo humano (musculatura superficial) que começa, para as mulheres na parte de baixo da vulva e estende-se até o ânus. No homem, localiza-se entre o saco escrotal e o ânus (figuras 3, 4, 5 e 6).
Figura 3
Figura 5
Figura 4
Figura 6
REABILITAÇÃO DE ASSOALHO PÉLVICO
 
      As disfunções do assoalho pélvico nem sempre estão relacionadas com a idade e o envelhecimento. Podem ocorrer em homens, mulheres e crianças.
      Com relação a incontinência urinária, aproximadamente entre 15% e 30% da população acima de 60 anos apresenta algum grau de incontinência, sendo que nas mulheres a incidência é duas vezes maior que nos homens.
      A perda de urina pode causar problemas sociais, higiênicos, sexuais, levando a pessoa ao isolamento social e até mesmo à depressão.
      A fisioterapia pélvica é reconhecida como primeira linha no tratamento das disfunções dos músculos do assoalho pélvico, pois trata-se de uma técnica de tratamento simples, indolor, não-invasiva, podendo ser aplicada em pessoas que apresentam:
 
 
  • Incontinência Urinária de Esforço - perdas urinárias em esforços (tosse, espirro, carregar pesos, etc).
  • Incontinência Urinária de Urgência - vontade excessiva e imediata de urinar.
  • Incontinência Urinária Mista - associação de sintomas de urgência e perdas urinárias.
  • Incontinência Urinária Pós-Prostatectomia - perdas urinárias após cirurgia de prostatectomia (retirada da próstata).
 

 

Bexiga Hiperativa: o paciente apresenta sintomas de urgência (vontade imediata e excessiva) e do aumento da frequência urinária (n° de idas ao banheiro), podendo ocorrer, em alguns casos, perda involuntária de urina.
 
Enurese Noturna: mais comum em crianças, é a presença de perdas urinárias durante o sono, quando a criança está dormindo.
 
Incontinência Anal: perda de fezes e flatus.
 
Anismo: contração involuntária do músculo puborretal, manifesta-se por vontade de evacuar, sem capacidade de exonerar o conteúdo retal, por mais esforço que se faça.
 
Dor Pélvica: dor em região supra - púbica (região inferior do abdômen), região perineal Indicações da Fisioterapia pélvica:
 
  • Incontinência urinaria
  • Incontinência Anal
  • Constipação- Anismo
  • Dor Pélvica Crônica
  • Endometriose
  • Síndrome do assoalho pélvico espástico (em alguns casos está associado a lesões da coluna vertebral como por exemplo hérnia discal).

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